Mostrando postagens com marcador marsilac. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador marsilac. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Guia gratuito de ecoturismo revela natureza desconhecida do extremo sul de São Paulo

De catraca livre




Poucos sabem, mas dentro do município de São Paulo, existe um lugar de onde é possível avistar o mar. Existem também rios de águas limpas, cachoeiras e matas preservadas, além de sítios onde são cultivados alimentos e flores de diferentes espécies. Mas só é possível chegar a alguns desses lugares por sorte, a não ser que exista alguma ajuda. E ela existe.

O guia “Ecoturismo e Agroecologia no Extremo Sul de São Paulo” quer apresentar como o município pode ser surpreendente. Mais ainda, mostrar parte das riquezas do extremo sul da cidade, sua biodiversidade, seu patrimônio histórico, a herança indígena, as relações entre a arte, cultura e ambiente e a importância da agricultura para a região.

O guia é resultado de parceria entre a SPTuris, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) e o Instituto Kairós-Ética e Atuação Responsável. Sua elaboração contou com o apoio de membros do poder público e da sociedade civil que trabalham com conservação ambiental, desenvolvimento sustentável, fomento ao ecoturismo e à agroecologia.

O guia pode ser baixado em http://institutokairos.net/wp-content/uploads/2012/08/guia_site.pdf

_________________________________________________________________


Aproveitando o guia, abaixo relatos de trilhas que realizei na região:



Abaixo outro links úteis:

Daniela Coke,
 organiza os passeios na região:http://florestapaulistana.com.br

E hospedagem, indico a http://silcol.com.br fale com o Roberto !


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Trilha Proibida - São Paulo à Itanhaém

Segunda tentativa de concluir a trilha Sampa x Itanhaém, através da Barragem, Zona Sul de Sampa até o litoral, via trilha do trem, Serra do Mar e finalizando na aldeia Indígena em Itanhaém.

Recentemente, fomos até o Rio Branco da Conceição, logo após o túnel 25 da linha férrea que passa pelo bairro da Barragem, zona sul de sampa. Ali, tínhamos pouco tempo e não conseguimos encontrar o começo da picada que leva até o rio branquinho no vale. Valeu a pena de qualquer forma. Deu para se refrescar nas cachoeiras.

Na semana seguinte saiu essa matéria, falando da tal "TRILHA PROIBIDA". ( Matéria do Estadão)

Após uma discussão por e-mail, combinamos de descer a serra. Augusto, Gibson, Piacitelli, Sandro e eu.

Ponto de encontro: Metro Vl. Mariana. 20h. Após umas cervejinhas e lanches, pegamos o ônibus até Parelheiros. (20:30).

Encontramos com o Sandro no terminal Parelheiros, aonde pegamos outro ônibus, sentido Barragem, ponto final. Chegamos por volta das 00h.

Caia uma chuva fraca. Colocamos nossas capas. Acomodamos as mochilas e seguimos estradinha de terra sentido a linha férrea. No caminho paramos num buteco a esquerda para comprar agua. 5 minutos depois já estávamos na estrada de terra, escuridão total, nenhum movimento. Só nós e a chuva fraca que não parava.

Depois de 1:30 caminhando, chegamos na linha do trem, pegamos o lado esquerdo. E nada da chuvinha dar uma trégua. andamos paralelos a linha do trem até a estação Evangelista de Souza. Ali fizemos uma pequena pausa.

20 minutos depois continuamos pela linha do trem até o túnel 25, aonde seria nosso acampamento. Não andamos muito rápidos porque estava bem liso.



Após o túnel 25, a direita, tem uma canaleta e dali desce uma trilha, só seguir ela até um pequeno descampado, aonde alguns anos atrás existia uma cabana (O índio João disse que o falecido tio dele morava ali). Cuidado na trilha a esquerda que existem alguns buracos gigantes.

Montamos a barraca na chuva. Ô delícia. rs
Dormimos por volta das 4:20 da madrugada. Ainda chovia e dentro da barraca bastante umidade porcausa das capas, botas, mochilas molhadas e a chuva que caiu durante a montagem.

Sábado, tempo nublado, garoa fraca, acordamos as 11h da manhã. Mas o esforço valeu a pena, pois ali na altura da cachoeira do Jamil (após a evangelista de souza), tem o comando da policia que não deixa ninguém passar trilha do trem abaixo.



Tomamos café, desmontamos nossas barracas molhadas, e subimos pela pequena trilha até a linha do trem novamente. Continuamos descendo pelos trilhos, passamos o túnel 24, andamos mais uns 100/200m e do pé de uma bananeira, avistamos uma placa TERRA PROTEGIDA, área indígena. Ai sim, começava nossa trilha que dá ultima vez falhamos.



A trilha que desce é bem demarcada. É só seguir ela até uma arvore bem grande, a direita segue para a cabana do índio João e a esquerda leva até o rio. Descemos primeiro pela direita. Chegamos na cabana do João, índio bem simpático, nos deu dicas para seguir o caminho, só não foi junto porque a mulher dele estava fazendo a comida. Tambem deixamos alguns alimentos que estávamos levando (Cada um levava 2kg de comida não perecível para doação). Voltamos para a trilha, viramos agora a direita na grande arvore e agora a trilha seguia para baixo. Bastante lama, cada hora um revezava no tombo.

Indio João e nós
A trilha é bem demarcada. uma hora ou outra tem alguma bifurcação, mas sempre continue na maior e mais batida. Assim que termina a trilha voce chega no Rio. Antes, passamos por um ponto de camping e na sequencia um poço. Ali no remanso do poço, você tem que atravessar e seguir pela trilha, acompanhando o rio.


Chegamos na confluência dos rios branquinho e capivari às 17:40h. Agora era hora de procurar uma área para o acampamento. Mais para frente da confluência havia um antigo acampamento. Não tivemos dúvidas e acampamos por ali, ao lado do rio (que estava forte devido as chuvas).


Cada um fez seu jantar, Augusto mandou miojão, Piacitelli uma massa, gibson foi na sopa e depois uma lasanha, eu e o Sandro dividimos o clássico, arroz, feijão preto, farofa e linguiçinha acebolada. 19:30 estavam todos capotados, úmidos e dormindo ao som do rio. OBs: Nenhum dos acampamentos, comportavam mais que 6/7 barracas.

Piacitelli, acho que sofreu um pouco mais, pois entrou muita agua em sua barraca e molhou todo saco de dormir. A madruga foi tranqüila, eu só ouvia o rio

Domingão chegou e com ele o sol, pena que ali na mata fechada, dificilmente secaria todas as nossas coisas. Acordei por volta das 9h. fizemos o desjejum, desmontamos o acampamento. o dia estava lindo.

Por volta das 10:40 já estávamos prontos para seguir a trilha. Agora procurando a trilha, já que ali no acampamento terminava o caminho. Com certeza a trilha estava do outro lado do rio, que ali passava um pouco forte. Na altura da cintura. Fizemos algumas incursões na mata e nada na trilha. Certeza. a trilha estava do outro lado do rio. E lá fomos nós. O rio estava um pouco forte, resolvemos usar a corda por precaução pois um dos nossos amigos não sabia nadar. todos do outro lado e lá estava a trilha. Bem demarcada também.




Era meio dia e seguimos a trilha, que boa parte do tempo era paralela ao rio e depois foi se afastando. Era bem demarcada. depois foi voltando em direção ao rio e prontos. 13:30 chegamos em uma parte da Aldeia Indígena. Ali fizemos o primeiro contato com o índio Henrique.

Henrique também foi bem simpático. Deixamos mais alguns alimentos (fica a dica, entregue mais para a frente). Perguntamos sobre a possibilidade de conseguir uma carona ou pagar por ela. Ele disse que havia um carro na parte principal da aldeia, para corrermos e falar com o índio Miguel.

Pegamos o caminho, atravessamos o rio novamente (bem tranquilo naquela parte) na altura dos joelhos.


Chegamos na Área central da aldeia, todos estavam em uma reunião. Esperamos um pouco, observamos a aldeia, bastante construções de alvenaria, postes de luz e tambem algumas cabanas bem simples. Tambem conhecemos o cacique Arlindo, índio novo, aparentando ter menos de 35 anos, de poucas palavras,


Entregamos o restante dos alimentos e conversamos com o dono do caminhão que estava ali de visita para retirar alguns bambus e cipós para trazer para SP.

Foi nossa sorte. economizamos uma pernada de 21 km até a rodovia. Passamos pelo bar do zé pretinho aonde passa o ônibus circular que leva ate itanhaem 2x por dia. Não conseguimos a informação de horários.



Chegamos no posto. ao lado da Breda. aonde as 14:40h o Sandro já conseguiu passagem para Osasco, as 15h o Piacitelli para SP e como não tinha mais passagem, eu, Augusto e Gibson, embarcamos as 16h. Deu tempo até para a cervejinha.



18h todos estavam em SP !

Fim de semana com direito a trekking noturno, chuva, lama, atravessamos vários riachos, 2 rios e uma trilha que ninguém conhecia, só seguimos relatos(Beck e Jorge) e mapas.

Dá vontade de mandar para o repórter que a classificou como "proibida" e para quem bota a culpa no GPS quando falta bom senso e responsabilidade em levar várias pessoas, sendo que em nenhum momento o meu GPS e o do Piacitelli perderam o sinal. Agora temos o tracklog. De "proibida" é só para pessoas sem noção e despreparadas.

Equipos que levei:
Mochila alpina 43l trilhas e rumos
Saco de dormir Micron Lite (passei um pouco de frio)
segunda pele quechua
botas titã nomâde
banqueta guepardo
parka trilhas e rumos
headlamp guepardo
fogareiro nomad da nautika
barraca falcon 2
isolante inflável therm a rest
facão 18 polegadas (só foi preciso da trilha do acampamento pós túnel 25)
bastão ultralight quechua
calça climatic trilhas e rumos
3 pares de meia
3 camisetas
2 bermudas térmicas
conjunto panelas backpacker
câmera canon sx 120 (fotos borradas porcausa do vapor dentro da parka)
GPS hcx Etrex
2kg feijão/fubá para entregar aos índios
+ou- 3kg de mantimentos

FOTOS DA TRAVESSIA: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150562904044812.404788.576754811&type=1&l=e0fb25b213

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Trilha Marsilac - Usina Rio Capivari e Cachoeira do Jamil

Essa trilha é no extremo sul da Cidade de São Paulo. Já fui 4 vezes, a primeira em 2004.

Vou refazer meu ultimo relato que foi em 2011 e espero ajudar quem queira conhecer esse paraíso perdido em plena Sampa:

Fomos até o último bairro da zona sul  de São Paulo, bairro da Barragem. Saímos as 6h da manhã do metro Vila Mariana até o terminal Parelheiros. De lá pegamos outro ônibus até o bairro da Barragem (ponto final).

Chegamos na Barragem, um bairro bem simples. Nem parece que estamos na selva de pedra chamada São Paulo. Bastante verde, pessoas humildes e pouco comércio. Compramos agua, um vinho e alguns biscoitos e pé na estrada.

A estrada é bem aberta e é paralela a linha do trem (Antiga Sorocabana 1935). Depois de caminhar por volta de 40m/1h chegamos na linha do trem. Era só descer até o túnel 25 (a contagem é de baixo para cima da serra).

Na altura da propriedade do Jamil, havia um comando da policia militar e guarda municipal barrando todos que desciam sentido a usina (caminho que iriamos passar), rapidamente, desviamos o do comando avisando que iriamos entrar na cachoeira do Jamil e acampar por lá. Ufa. sorte... por pouco a trilha não acaba ali.

Concordo com esse bloqueio, pois na Usina já morreram muitas pessoas e recentemente no carnaval mais uma pessoa se acidentou. Fora o pessoal que destrói e suja a região. Fica muito difícil a policia descobrir quem é responsável e ecologicamente correto.

Bom, resultado, ficamos o dia inteiro no Jamil esperando o comando ir embora. Nadamos na prainha, fizemos almoço, cochilamos, demos bastante risada com o caseiro, o Paraná e seu "caneco de couro" 
Cachoeira do Jamil

A Cachoeira do Jamil é a junção dos dois rios, Monos e Capivari. OooO Agua gelada. Nem peixe tem nesse rio. Chegamos na Prainha, local gostoso para tomar sol e nadar. Só que cuidado nessa piscina natural. O rio tem uma correnteza forte por baixo e é perigoso ele te jogar para o fundo. Nade proximo ao banco de areia e não deixe que a agua cubra sua cabeça.

Depois de uma hora por ali, voltamos pela trilha, passamos nas pedras, ali mais algumas piscinas e voltamos para o QG para fazer almoço.

Almoço, nem falo nada, Minduim, assumiu as panelas, saiu aquele rango: Arroz integral, tabule, feijão com linguiça, batata palha e ate umas jalapengos.

Depois ficamos ali de bobeira tomando cervejinha, Marcelo tocando o violão, Cris cantando e esperando a noite chegar.

A noite chegou para mim, o minduim e a Cris, para o Marcelo não. PT. queimou a largada antes das 21h. rsss Nessa hora estavamos escutando o sonzinho via ipod, comendo batata assada com molho de requeijão, alho e tomate seco e acompanhado de vinho.

Viajamos com os vaga-lumes dos olhos iluminados e por volta da meia noite todos estavam dormindo. O bom que não colocamos o teto nas barracas, então deu para dormir bem frescos.

Acordamos 8h da manhã e após o café, fomos conhecer a cachoeira da Usina. Só seguir pelo trilhos, antes do túnel 27 tem a entrada a direita para a trilha. Do Jamil até a Usina dá umas 2h. Rolou umas emoções até chegar lá. Passamos entre os vagões de trem parados que podiam andar a qualquer momento.

Chegando na usina, aquela velha ponte que um dia passávamos por cima, está só a carcaça. Optamos ir por baixo, atravessando o rio. A Usina está totalmente com o mato dominando, pessoal que acampa por ali destruiu tudo infelizmente, só sobraram os muros das casas. Calor estava forte, agua refrescante. Encontramos um pessoal por ali, nos despedimos e fomos até a casa das maquinas, trilha que segue por trás das casas. Agora tinha uma bela pirambeira para descer.

A casa se já estava destruída a uns 4 anos atrás quando fiz essa trilha, agora estava destruída² e cheia de lama. Uma pena. Fomos em outra queda d agua, descemos pelas pedras lisas e avistamos a queda principal da Cachoeira da Usina. Fantástico.
Cachoeira da Usina

Cachoeira da Usina
Ficamos ali parados alguns minutos, escalamos as pedras e voltamos a subir a pirambeira. Ops. Cobra no caminho... Marcelo tomou um susto, mas foi tudo tranquilo, ela voltou para o mato e seguimos a trilha.

A volta é bem chatinha, caminhar pelas pedras nos trilhos enche o saco. rs O visual é bonito, não tem sombra e tem que ficar esperto com os trens. Eu e o Minduim fomos na frente, conseguimos sair dos trilhos quando um trem estava parado e vinha outro descendo. O marcelo e a cris, não tiveram a mesma sorte e ficaram parados encostados numa mureta. Bem perto dos vagões descendo.


Grande Minduim , está lá no céu, no alto da nuvem mais alta, nos aguardando :)
Depois de uns 3/4km andando nos trilhos, chegamos no Jamil. Paraná estava acordado e sentando em frente a nossas barracas. Tomamos uma ducha, e para variar Minduim foi para cozinha fazer o rango. 25minutos depois chegaram a Cris e o Marcelo. Almoçamos e ficamos morgando por ali.

Depois desmontamos o acampamento, e seguimos rumo a nossas casas. baterias carregadas, novas histórias, muitas risadas e esperando a próxima.




Dicas:
  • Como chegar: Pegar ônibus no terminal metro vila mariana até o terminal Parelheiros e lá pegar outro ônibus para o bairro da Barragem. descer no ponto final. Depois seguir pela estrada de terra até a linha de Trem. Você irá passar pela Estação Evangelista de Souza, Propriedade do Jamil, a Usina fica  numa trilha a direita antes do túnel 27. Depois só seguir a trilha, vai chegar no rio aonde existe uma carcaça de uma ponte de madeira, só atravessar com cuidado pelo rio e verá a cachoeira.
  • Leve tênis confortáveis pois caminhar sobre os trilhos do trem é bem cansativo
  • Dá para chegar de carro até a cachoeira do Jamil.
  • Como pega um trecho urbano é recomendado não levar nada de valor.
  • Levar lanterna, todas as vezes que retornei estava escuro caminhar pela estrada.

domingo, 24 de abril de 2011

Trilha até o Rio Branquinho SP

Para não deixar o feriado passar em branco em Sampa. Eu, Sandro e Gibson, combinamos de tentar descer a serra do mar, via Serra do Mar até o litoral.

Fomos até o extremo sul de São Paulo, bairro da barragem. Saímos as 6h da manhã da Sexta-Feira, do metro Vila Mariana até o terminal Parelheiros. De lá pegamos outro ônibus até o bairro da Barragem.


Chegamos na Barragem, um bairro bem simples. Nem parece que estamos na selva de pedra chamada São Paulo. Bastante verde, pessoas humildes e pouco comércio. Compramos agua, um vinho e alguns biscoitos e pé na estrada.

A estrada é bem aberta e é paralela a linha do trem (Antiga Sorocabana 1935). Depois de caminhar por volta de 40m/1h chegamos na linha do trem. Era só descer até o túnel 25 (a contagem é de baixo para cima da serra).

Estação Evangelista de Sousa
Na altura da propriedade do Jamil, havia um comando da policia militar e guarda municipal barrando todos que desciam sentido a usina (caminho que iriamos passar), rapidamente, desviamos o do comando avisando que iriamos entrar na cachoeira do Jamil e acampar por lá. Ufa. sorte... por pouco a trilha não acaba ali.

Concordo com esse bloqueio, pois na Usina já morreram muitas pessoas e recentemente no carnaval mais uma pessoa se acidentou. Fora o pessoal que destrói e suja a região. Fica muito difícil a policia descobrir quem é responsável e ecologicamente correto.

Bom, resultado, ficamos o dia inteiro no Jamil esperando o comando ir embora. Nadamos na prainha, fizemos almoço, cochilamos, demos bastante risada com o caseiro, o Paraná e seu "caneco de couro".

Prainha da Cachoeira do Jamil
Por volta das 16h verificamos que o comando já tinha ido embora e continuamos a missão. Descemos a linha do trem.

Rapidamente a noite veio, não fazia frio e passavam vários trens, ora subindo, ora descendo.... a noite estava linda, dava para ver as luzes do litoral, unica coisa que estragava era o cheiro forte de soja estragada(algum vagão descarrilhou e muitas sacas ficaram a beira da linha)



Passamos pelos túneis, 27, 26.... ritmo forte, só diminuímos um pouco, pois por milimetros não pisei em uma cobra... eu não vi, quem viu foi o Sandro que vinha logo atrás.

Chegamos no túnel 25 e devido a escuridão não visualizamos a entrada da trilha. Vimos que um pessoal acampava a beira do Rio Branquinho. Entramos numa picada na saída do túnel a direita, achamos uma clareira e ali ficamos. Montamos nossas barracas, tomamos um vinho, fizemos um lanche rápido e por volta das 22h já estavamos capotados. O tempo estava tão agradável, que dormi só de lençol. Depois nem lembro mais de ouvir trem passando pela linha.


Acordamos no sábado, por volta das 7:30 e as vozes do pessoal que estava acampando no Rio, estava muito próximas. Desmontamos acampamento, ali a primeira dúvida, continuar a picada indo para a direita ou voltar para a linha do trem e tentar descer o Rio ? Optamos por tentar descer pelo rio. A entrada da trilha é antes do túnel 24. Assim que desce a pirambeira, você já está no rio.





Ali no Rio Branquinho, tinham umas 9 pessoas acampadas. E para variar bastante sujeira de outras pessoas que passaram por ali. Cumprimentamos o primeiro grupo e descemos o rio pelas pedras.


Mais para baixo encontramos outro grupo de pessoas acampadas e mais sujeiras feita por eles mesmos. Cumprimentamos rapidamente e seguimos pela trilha, já que ali, o rio entrava tipo em um túnel que parecia um toboagua. A trilha era bem fechada. Mas valeu o perrengue, do outro lado, uma belo poço e o toboagua formava uma cachoeira, ainda bem que ninguém quis descer escorregando rsrsr



Nadamos um pouco e logo o pessoal que estava acampado veio atrás da gente. Quando chegaram no poço, nos vestimos e seguimos rio abaixo, ainda tinha muita coisa para andar.



Em determinado momento, o rio virava uma imensa cachoeira, impossível descer pelas pedras sem cordas. Ali vimos que seria dificil descer ou tentar ir pela outra trilha, pois o Gibson tinha que estar em Sampa no Domingo bem cedo.

Bom, curtimos mais um pouco o rio, começamos a fazer o mesmo trajeto, subindo. Agora vem a parte da ignorância e a imbecilidade humana. Aquela turma acampada proxima ao toboagua, deixou o lixo tudo no saco, mas o largou ali, junto com uma calça jeans, papéis higienicos e outras sujeiras mais. Além do que no meio das pedras do rio, dois pacotes de macarrão, tempero e copos plasticos. Recolhemos o máximo de lixo que conseguimos, infelizmente foi muito pouco para o que tinha ali. e voltamos para a linha do trem.

Agora o trajeto era subir naquele sol e caminhar sobre pedras e trilhos o desgaste é bem maior. Foi bem cansativo. No meio do caminho encontramos um índio que nos forneceu mais dicas e o caminho certo até o litoral.

Ao passar pelo Jamil, também não tinha mais nenhum comando, era por volta das 16h. Chegamos na Barragem, era noite, 6:40/7h. Por sorte o bus já estava para sair. Só deu tempo de comprar algo gelado e capotar rssss.

Chegamos em Parelheiros, por volta das 7:40 e seguimos rumo a Vila Mariana com planos para voltar e fazer o percurso completo.

Eu finalizei meu feriado no Morrison Rock Bar... nem eu acreditei. Mas fechei com chave de ouro, um feriadão que estava praticamente perdido..

Travessia completa Barragem, via rio Branquinho até Itanhaem na Aldeia Indigena em um próximo post

Dados GPS:
Total ida e volta: 33KM
Velocidade média: 2,4
Ganho de elevação: 158m
http://connect.garmin.com/activity/81468494
http://connect.garmin.com/activity/81468501
http://connect.garmin.com/activity/81468514
http://connect.garmin.com/activity/81468522
http://connect.garmin.com/activity/81468529
http://connect.garmin.com/activity/81468536

Equipos:
Botas Nômade
Barraca Falcon 2 nautika
Mochila alpina 33l - Trilhas e rumos
Headlamp Guepardo
Bastão da quechua
Isolante therm a rest
GPS hcx garmin

FOTOS: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150562840874812.404781.576754811&type=1&l=32973ba803


domingo, 30 de março de 2008

Trilha Usina do Rio Capivari

A TRILHA DO RIO CAPIVARI-MONOS, encontra-se dentro da reserva do Capivari-Monos (APA - Área de Proteção Ambiental), que ocupa 16,7% do território da cidade de São Paulo, anexada a Serra do Mar, também é parte integrante do Parque Estadual da Serra do Mar.
A área é um importante manancial da bacia hidrográfica que abrange (Guarapiranga, Billings e Capivari-Monos), e possui o último rio limpo da cidade de São Paulo: o Capivari. Há também uma grande diversidade de flora e fauna (anta, pavão-do-mato, lontra e grandes carnívoros).





Conhecemos também a Usina do Rio Capivari, que era utilizada para fazer energia para a ferrovia.







Depois fomos para o Sitio SilCol para fechar o fim de semana com chave de ouro


A Silcol é uma eco pousada localizada no Extremo sul de São Paulo. Já comemorei meu aniversário duas vezes no local. Sempre bem tratado pelo dono e os funcionários.





Existem vários quartos com banheiros, 06 Piscinas, 02 Toboáguas, campo de futebol, trilhas e muito verde.

A pousada fica próxima a APA Capivari Mono e você pode usar como base para conhecer a cachoeira do Sagui, a da Usina e outras atrações.
http://www.silcol.com.br/



Outro relato mais detalhado que fiz dessa trilha: http://raffanocaminho.blogspot.com.br/2012/09/trilha-marsilac-usina-rio-capivari-e.html


FOTOS DA TRILHA: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150513613124812.397907.576754811&type=1&l=9c946c63f4